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<!--Generated by Squarespace Site Server v5.11.5 (http://www.squarespace.com/) on Thu, 29 Jul 2010 22:35:53 GMT--><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/" xmlns:itunes="http://www.itunes.com/dtds/podcast-1.0.dtd" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" version="2.0"><channel><title>Textos</title><link>http://www.vozdelfuego.net/textos/</link><description></description><lastBuildDate>Thu, 17 Sep 2009 18:55:49 +0000</lastBuildDate><copyright></copyright><language>pt-BR</language><generator>Squarespace Site Server v5.11.5 (http://www.squarespace.com/)</generator><item><title>A Outra - I</title><dc:creator>Leandra Lambert</dc:creator><pubDate>Thu, 17 Sep 2009 18:23:23 +0000</pubDate><link>http://www.vozdelfuego.net/textos/2009/9/17/a-outra-i.html</link><guid isPermaLink="false">403153:4399296:5224263</guid><description><![CDATA[<p>Sou a outra - muito prazer, muita dor. A Inomin&aacute;vel, dentre muitos t&iacute;tulos desconhecidos que n&atilde;o aceito. Vivo no espa&ccedil;o entre as letras finais do nome impronunci&aacute;vel. Oculta, pulso em tudo que se pensa ver, ouvir e tocar. Descanso no imagin&aacute;rio ainda n&atilde;o percebido. Habito fronteiras em muta&ccedil;&atilde;o, fantasmas do futuro e possibilidades impensadas. Sou a <em>terra incognita</em>, insond&aacute;vel.</p>
<p>Tenho os p&eacute;s nus ao colher palavras acesas. Veja minhas m&atilde;os em contradi&ccedil;&atilde;o exangue: lutam uma com a outra bebendo do pr&oacute;prio sangue. Unhas, farpas, pequenas facas, l&acirc;minas meio cegas, bisturis meio surdos, vitrais &iacute;nfimos de naves perdidas no asfalto, desola&ccedil;&atilde;o de cortes inflingidos pela sorte "boa" ou "m&aacute;", por ouvidos v&iacute;treos, pelo olho que viu demais e pelo olho que se fechou em transe.</p>
<p>Tenho os p&eacute;s nus, mostre-me os seus se tiver coragem.</p>
<p>O guerreiro orgulha-se de suas cicatrizes. Os fr&aacute;geis lamentam-nas at&eacute; nos outros. Tenho a coragem e a melancolia de dez mil guerreiros vulner&aacute;veis. A for&ccedil;a sabe chorar o outro.</p>
<p>Tenho os p&eacute;s nus, veja meus ossos. Nervos. Medula.</p>
<p>Sinto a pele que se desprende em pipa no ar, no alto.</p>
<p>Alcan&ccedil;a - e canta aos p&aacute;ssaros.</p>
<p>&nbsp;</p>]]></description><wfw:commentRss>http://www.vozdelfuego.net/textos/rss-comments-entry-5224263.xml</wfw:commentRss></item><item><title>Caixas Vivas - I / Live Boxes - I</title><dc:creator>Leandra Lambert</dc:creator><pubDate>Tue, 30 Jun 2009 15:27:00 +0000</pubDate><link>http://www.vozdelfuego.net/textos/2009/6/30/caixas-vivas-i-live-boxes-i.html</link><guid isPermaLink="false">403153:4399296:4765037</guid><description><![CDATA[<p><span style="font-weight: bold; color: rgb(204, 0, 0);">A Caixa Vermelha</span></p><p>A Caixa Vermelha é o seu coração: ouça-o.</p><p><span style="font-weight: bold; color: rgb(204, 0, 0);">The Red Box</span></p><p>The Red Box is your heart: listen to him.</p>]]></description><wfw:commentRss>http://www.vozdelfuego.net/textos/rss-comments-entry-4765037.xml</wfw:commentRss></item><item><title>Livros da Vida - I</title><dc:creator>Leandra Lambert</dc:creator><pubDate>Tue, 30 Jun 2009 15:18:00 +0000</pubDate><link>http://www.vozdelfuego.net/textos/2009/6/30/livros-da-vida-i.html</link><guid isPermaLink="false">403153:4399296:4765039</guid><description><![CDATA[<p>O que você escreve no seu Livro da Vida?  Que sons ele faz?  Para viver e morrer, para a ruína e o renascimento, a memória e o perdão? O que você ouve quando olha pra dentro?</p><p>What do you write in your book of life? What sounds does it make? There are sounds to live and die, for ruin and rebirth, for memory and forgiveness? What do you hear when you look inside yourself?</p>]]></description><wfw:commentRss>http://www.vozdelfuego.net/textos/rss-comments-entry-4765039.xml</wfw:commentRss></item><item><title>Cartas de Terras Insondáveis - Lembrança de Luminieva</title><dc:creator>Leandra Lambert</dc:creator><pubDate>Tue, 30 Jun 2009 15:12:00 +0000</pubDate><link>http://www.vozdelfuego.net/textos/2009/6/30/cartas-de-terras-insondaveis-lembranca-de-luminieva.html</link><guid isPermaLink="false">403153:4399296:4765038</guid><description><![CDATA[<p>Em Luminieva as ruas eram de verdes íngremes e pedras de cor, com longas casas penduradas e árvores que até o tempo esqueceu de quando eram semente.  As ruas prestavam-se mais ao devaneio: a circulação dava-se de fato por estreitas pontes de lianas e sólidas passagens de cristal de rocha que esticavam-se entre esses compridos de madeira viva ou morta, habitados  por gente, bichos e lilinanthes.</p><p>    Os teatros eram de quartzo e via-se muito à distância.  A música também era ouvida de longe e em cada ponto misturava-se harmonicamente a folhas, águas, ventos, passos, pássaros, pessoas, ronronares e lilinithos.</p><p>    Lá só se falava por sussurros, palavras risonhas e melodias.  Tagarelice, fofoca e gritos egocêntricos eventualmente eram ouvidos, com muita má-vontade, e sujeitos a multas em forma de longos silêncios, novas pontes e canções abstratas.</p>]]></description><wfw:commentRss>http://www.vozdelfuego.net/textos/rss-comments-entry-4765038.xml</wfw:commentRss></item><item><title>TRÍPTICOS VERBAIS - I</title><dc:creator>Leandra Lambert</dc:creator><pubDate>Wed, 15 Apr 2009 04:32:00 +0000</pubDate><link>http://www.vozdelfuego.net/textos/2009/4/15/tripticos-verbais-i.html</link><guid isPermaLink="false">403153:4399296:4765035</guid><description><![CDATA[<p></p>]]></description><wfw:commentRss>http://www.vozdelfuego.net/textos/rss-comments-entry-4765035.xml</wfw:commentRss></item><item><title>-</title><dc:creator>Leandra Lambert</dc:creator><pubDate>Wed, 15 Apr 2009 04:24:00 +0000</pubDate><link>http://www.vozdelfuego.net/textos/</link><guid isPermaLink="false">403153:4399296:4765036</guid><description><![CDATA[<p>Um dia que não passou - estancou no pedaço de mármore gasto entre o dentro e o fora, na soleira do acontecido cheio de preguiças e nostalgias diante do incansável devir. Uma rede vazia balançava na varanda vizinha quando viu um outro não-dia passar, dizendo prosaicamente bom dia.</p>]]></description><wfw:commentRss>http://www.vozdelfuego.net/textos/rss-comments-entry-4765036.xml</wfw:commentRss></item><item><title>-</title><dc:creator>Leandra Lambert</dc:creator><pubDate>Wed, 15 Apr 2009 04:19:00 +0000</pubDate><link>http://www.vozdelfuego.net/textos/</link><guid isPermaLink="false">403153:4399296:4765033</guid><description><![CDATA[<p>Cavalos marcham o mesmo círculo lento, com as fitas da primavera tardia esvaindo cores até que a decomposição se complete em ossos ocres, em poeira, em sombras, um nada.</p>]]></description><wfw:commentRss>http://www.vozdelfuego.net/textos/rss-comments-entry-4765033.xml</wfw:commentRss></item><item><title>-</title><dc:creator>Leandra Lambert</dc:creator><pubDate>Wed, 15 Apr 2009 04:06:00 +0000</pubDate><link>http://www.vozdelfuego.net/textos/</link><guid isPermaLink="false">403153:4399296:4765034</guid><description><![CDATA[<p>Folhas ventando o tempo aos pés dos gigantes.</p><p>Quem disse que passou?</p>]]></description><wfw:commentRss>http://www.vozdelfuego.net/textos/rss-comments-entry-4765034.xml</wfw:commentRss></item><item><title>Fonte</title><dc:creator>Leandra Lambert</dc:creator><pubDate>Mon, 25 Aug 2008 00:56:00 +0000</pubDate><link>http://www.vozdelfuego.net/textos/2008/8/25/fonte.html</link><guid isPermaLink="false">403153:4399296:4765031</guid><description><![CDATA[<p><p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span lang="PT-BR">Por muito tempo, tormentas: e parecia que muito mais tempo seria necessário para acalmar essas águas. Mas é num relâmpago que vem a clareza, uma alegria que não depende do outro. Sem depender e sem nada esperar, você se eleva até o outro, o compreende de fato pela primeira vez: e aceita a distância. Para de reagir: você é. E agora conhece o caminho da fonte que lava mágoas. E libertou o sábio que estava preso na velha árvore, entre cascas criadas para proteger mas só feriam, sufocavam; ele renasce, é todo novo e tudo é mais vivo quando ele passa - e existe em você.</span></p>    <p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span lang="PT-BR">As águas agora modulam criações que dançam a música que transborda no espaço. Tudo se ilumina, se transfigura. Você ri dos seus velhos medos, dragões que se transformaram em coisinhas sem importância, precários dragões-origamis. Você imaginava que tudo isso era possível, mas não passava de uma visão difusa e distante. E de repente está ali, na sua cara, ao seu redor, em você. É bom e puro, de um jeito que não conhecia. Verdadeiro. </span></p>    <p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span lang="PT-BR">Amor é força. Ressentimentos, agressões e cinismos são feias cascas para os que ainda estão fracos – e você conhece bem a fraqueza, como dói, como mata. Mas isso passa.</span></p>    <p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span lang="PT-BR">Você tem que evitar as interferências, se manter atento, para não esquecer o caminho da fonte. Tão bom quanto encontrá-la deve ser dar a mão a quem quiser encontrá-la também, sendo uma companhia na difícil viagem. Mas talvez não seja possível: só se chega lá sozinho, cada um é seu caminho.</span></p>          <p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span lang="PT-BR">Atenção.<br/>Tempo.<br/>Clareza.<br/>E um riso no final.</span></p>]]></description><wfw:commentRss>http://www.vozdelfuego.net/textos/rss-comments-entry-4765031.xml</wfw:commentRss></item><item><title>Tudo o que se faz</title><dc:creator>Leandra Lambert</dc:creator><pubDate>Fri, 25 Apr 2008 04:13:00 +0000</pubDate><link>http://www.vozdelfuego.net/textos/2008/4/25/tudo-o-que-se-faz.html</link><guid isPermaLink="false">403153:4399296:4765016</guid><description><![CDATA[<p>No mundo dos mudos</p><p>É falar em paz.</p>]]></description><wfw:commentRss>http://www.vozdelfuego.net/textos/rss-comments-entry-4765016.xml</wfw:commentRss></item></channel></rss>