SKYGIRLS é o novo projeto de Rogério Skylab. Sugere um ambiente de ruínas onde fragmentos de música são reaproveitados. Tudo virou sucata. Velhas canções nascem propositadamente nesse caldo musical, como a nos indicar um tempo que já não existe.
Além de Rogério Skylab nos vocais e nas composições, outra figura lendária do underground carioca também está presente: Leandra Lambert, pseudônimo “Voz Del Fuego”, que nesta nova formação usa os teclados e a voz de forma bastante singular. “Voz Del Fuego” fundou ainda na década de 90 a banda Inhumanoids.
Outra componente da banda que merece destaque é Eliza Schinner. Baixista carioca, Eliza foi uma das fundadoras da banda "Onno", bem conhecida da cena indie nacional nos anos 90.
Pra completar o quarteto, Thiago Martins e Bruno Coelho, guitarra e bateria respectivamente, originários ambos do SKYLAB, ajudam a incrementar com visceralidade o som da banda. 
Para esse seu novo projeto, um novo repertório foi composto por Rogério Skylab, longe de seus conhecidos underground hits. Dois shows foram realizados em 2009 no Cinematéque, Rio de Janeiro, com boa repercussão. Um álbum com 16 músicas foi gravado no mesmo esquema da série "Skylab", ao vivo no estúdio. Foi disponibilizado online gratuitamente aqui. Versões em CD duplo também estão a venda. Em 2010, Rogério volta a fazer shows com a formação Skygirls, incluindo músicas dos dois repertórios, como "Vazio Bom" e "Corpo e Membro sem Cabeça".
Crítica de Tom Leão, do jornal O Globo:
"O inominável Rogério Skylab estreou seu novo projeto/banda Skygirls com show no Cinemathèque, na mesma noite em que toda a galera descolada da cidade foi ao Circo Voador ver o hypado Little Joy. Rogério, nem aí pra isso, inclusive começou o show pontualmente às 22h30m, como estava marcado, e deu ao público duas horas de músicas e letras ensandecidas, como só um louco original como ele sabe fazer.
O show foi algo diferente dos que Skylab costuma fazer, pq desta vez foi composto todo um novo repertório, sem nenhuma música vinda da série de nove CDs já lançados por ele (que diz que vai encerrar no décimo), incluindo até uma cover para Serge Gainsbourg --, já que, desta vez, além dos super entrosados músicos que o acompanham (Bruno Coelho, batera; e Thiago Martins, guitarra. excelentes), ele teve o adendo das skygirls (que é o nome da banda toda) Leandra Lambert (Voz del Fuego), nos vocais e programações eletrônicas, e da cool baixista Elisa Schinner.
A adição de Leandra (ex-Inhumanoids!) faz diferença. Ela introduz ao som de Skylab, sempre mais voltado para batidas de samba e roquenrol, um toque de electro em algumas músicas, dando um suingue diferente, próximo do disco-punk, sobretudo pelo acompanhamento quente do baixo de Elisa (que era da banda Ono). Nessas horas, parece que estamos vendo uma banda-irmã do LCD Soundsystem, sobretudo pela qualidade dos músicos, e pelo ritmo contagiante que vai invadindo os corpos da platéia. Lambert também tem três momentos solo durante o show, a cada meia hora do bloco, com composições próprias, uma delas em inglês.

Rogério, aos 50 anos, ainda tem aquele mesmo brilho de gênio louco, que canta cada sílaba e palavra com tal convicção e boa dicção que não há como ficar indiferente ao que ele diz (faz rir, choca alguns). O que, na voz de outro soaria ridiculo, com ele é bacana, poesia suja, livre. Houve até um momento declamado no meio da noite, sobre Maria Bethania, que só ouvindo pra entender. E, mais pro final, alguns rompantes do Skylab que já conhecemos apareceram mais forte. No mais, um show daqueles que voce não vê por ai em qualquer esquina, de um cara que tá pouco se lixando pro que tá na moda. Original até o talo e, por isso mesmo, inimitável. "
(Tom Leão, O Globo, Rio Fanzine blog, 2/2009)


