Bio

Nasci nos anos 70 em uma família com gente de longos cabelos, calças boca de sino e vinis de Jimi Hendrix, Rolling Stones, Funkadelic, Tim Maia e disco music. Ainda em fraldas, já gostava de cantar, "tocar" e inventar histórias. Cresci nos anos 80, subindo em mangueiras e jogando videogame, ouvindo cafonices e pós-punk, escrevendo poeminhas que agradavam às professoras e versões impublicáveis dos insuportáveis hinos que éramos obrigados a cantar no colégio de freiras. Em 88 me aventurei no Crepúsculo de Cubatão, com muita  maquiagem para disfarçar a pouca idade. Nos anos 90, as primeiras bandas/projetos, faculdade de cinema e uma infinidade de noites malditas abençoadas por Baco. Nos 00s, música de todos os tipos e procedências, a retomada da produção de imagens, os rituais com As 4 Marias e o início de outros caminhos independentes com o Voz del Fuego - além de mais uma enxurrada de derivas noturnas e diurnas. Em 2010, o início do mestrado em Arte na UERJ e vários projetos, processos e renovações em curso.

Escrevo letras, canto e produzo música através de processos peculiares desde o início dos anos 90, tendo criado o inhumanoids!, um dos pioneiros por aqui na mistura do punk com o eletrônico, entre outras coisinhas mais. No início dos 00s criei o Voz del Fuego e participei do extinto Efeito Coletivo, que agregou músicos e produtores em torno de lives e programas de rádio (AM/online). No final da década ingressei em vários projetos paralelos, como o Dziga Vertov, de livre improvisação com elementos eletrônicos, elétricos e acústicos, e o Skygirls, do inclassificável Rogério Skylab. Sempre brinquei com as fronteiras entre pop e experimental, eletrônico e corporal.

Ainda nos anos 90 comecei a cursar pintura na Escola de Belas Artes da UFRJ, mas não pude prosseguir. Optei por me formar em Cinema/Comunicação pela UFF. Participei da equipe de arte e tenho uma música na trilha  sonora de "Conceição - Autor Bom é Autor Morto", primeiro longa-metragem universitário brasileiro. Dirigi o documentário experimental A Obscena Senhora Silêncio, lançado em 2010  no Festival "Curta Cinema"; foi um dos frutos da monografia "O Verbo, o Ganido e o Delírio", sobre a obra da escritora Hilda Hilst - na época, elogiada pela própria. No início dos 00s fiz parte do grupo "As 4 Marias",  concebido e criado por Thais Pavão, que realizava rituais que incluíam performances, música, textos, instalações, pintura, fotografia e body art.

Em 2009 comecei a experimentar mais nas interseções entre artes visuais e sonoras.  Neste ano, participei: da oficina de projetos de arte pública com Antoní Muntadas e Ricardo Basbaum na UERJ; do primeiro workshop de arte sonora com Franz Manata e Saulo Laudares, com exposição ao final; e da oficina "O Som ao Ar Livre" com Marssares, dentro do "Entreouvidos no Parque", realizado por Lilian Zaremba na EAV. 

Em 2010 fiz parte da exposição virtual BR.Ada: Celebrando Ada, do site blanktape. Ingressei no Mestrado em Arte e Cultura Contemporânea da UERJ, linha de pesquisa Processos Artísticos Contemporâneos, sob orientação da artista plástica e Profa. Dra. Leila Danziger. Também faço parte do grupo de pesquisa Arquivar - Tecnologias da Arte, coordenado pelo Prof. Dr. Luiz Cláudio da Costa. Comecei a frequentar as aulas de sonologia do Prof. Dr. Rodolfo Caesar, do programa de pós-graduação da Escola de Música da UFRJ. Participei de exposições no Centro Cultural Parque das Ruínas e na UERJ; e de cursos e oficinas na EAV do Parque Lage, com Malu Fatorelli, Giodana Hollanda, Franz Manata e Thereza Miranda.

Em 2011 apresentei trabalhos nas exposições Cidade e Desaparecimento (Centro Cultural Justiça Federal)  Centri-Fuga-Ação (Sobrado 70) e Cotidiano e Mobilidade (Parque Lage). Atualmente  minha pesquisa está focada em questões do som e da escuta na relação entre arte e cidade, intervenções e possibilidades poéticas e políticas de reinvenção do espaço, de sensações e sentidos. Alguns trabalhos estão em longo processo, como Atlântica; outros já foram realizados e vêm encontrando desdobramentos. Realizo experiências com variadas formas de produção de imagens, sons, uso da voz e da palavra, com uma abordagem ampliada das tecnologias, centrada nos movimentos do corpo e da imaginação.

Currículo Lattes